
Por mais grana que rendeu, a música do carnaval baiana também sofreu com o peso do seu sucesso comercial. O rico ecossistema musical dos anos 70 e até dos 80, cheio de
samba reaggae,
blocos afro,
frevo elétrico,
tropicália e tudo mais, cedeu lugar a uma monocultura voltada ao lucro sem risco, muito chegada na mídia mais artisticamente empobrecida. Ainda bem que alguma gente continuou rastreando por fora da trilha geral, construindo, nota por nota, um universo paralelo de música de carnaval.