Em 1991, quando cheguei à Bahia, era muito dificil achar uma guitarra baiana em Salvador. Meu primero contato com ela foi através das saídas do trio Armandinho Dodô & Osmar, que nunca parou de usá-la. Na esmagadora maioria das outras bandas dessa época, porém, a guitarra baiana tinha sido substituída pelos teclados eletrônicos do axé music, sendo considerada fora da moda e pouco compatível com o padrão estético da hora. Logo fiquei curioso em aprender mais sobre o instrumento. Os exemplares que cheguei a ver ou tocar eram aposentados, guardados em casas de músicos de velha guarda. Atentei-me ao fato de que, mesmo havendo tantos executores qualificados e um repertório fantástico, quase não existiam instrumentos decentes, e muito menos padronizados. Na época, desisti de achar uma boa guitarra baiana para mim, ou alguém que ensinasse alguns dos seus segredos formalmente.